Número 25, fevereiro 2026
Sumário
Síntese doe conhecimento ou revisões sistemáticas da literatura
Resumo
A integração da inteligência artificial (IA) na formação inicial e contínua dos profissionais de saúde está prestes a transformar as estratégias pedagógicas, os ambientes de formação clínica e as práticas de desenvolvimento profissional. Este artigo examina, com base numa revisão integrativa de 62 publicações recentes (2023–2025), as condições pedagógicas, organizacionais e éticas que facilitam ou dificultam essa integração. A análise temática identifica quatro dimensões estruturantes: (1) o desenvolvimento da literacia em IA através de currículos formais e abordagens interprofissionais; (2) a utilização da IA para personalizar a aprendizagem e apoiar a tomada de decisões clínicas; (3) desafios de implementação, incluindo restrições infraestruturais, resistência institucional e lacunas na preparação do corpo docente; e (4) questões éticas relacionadas com o viés algorítmico, a proteção de dados e a transparência do sistema. Os resultados revelam uma lacuna significativa entre as promessas da IA e as evidências empíricas disponíveis, bem como desigualdades de acesso marcantes entre instituições. Esta revisão propõe um quadro crítico de mediação tecno-pedagógica e defende uma integração reflexiva, equitativa e empiricamente fundamentada da IA nos ambientes de educação em saúde.
Tradução feita com a versão gratuita do tradutor DeepL.com
Artículos de pesquisa
Resumo
O crescimento da inteligência artificial generativa e a presença constante do digital destacam a importância de desenvolver a literacia informacional dos estudantes, incluindo as habilidades de busca de informação online (BIO). No Referencial de Competência Digital do Québec, essas habilidades envolvem planejar a busca, avaliar a credibilidade e a confiabilidade da informação obtida, entre outros aspectos. Este estudo traça um panorama das habilidades percebidas em BIO por alunos do 4.º e 5.º anos do ensino secundário em Québec, com base em dados de uma pesquisa provincial sobre competência digital. Embora a maioria dos alunos tenha se declarado competente na busca de informação online, a variabilidade observada revela um grupo heterogêneo. Alguns estudantes se percebem como competentes, mas apresentam respostas inconsistentes em outros itens do questionário. Supõe-se que isso possa estar relacionado, entre outros fatores, à falta de conhecimento sobre estratégias de busca mais eficazes — alguns acreditam, erroneamente, que seus métodos são os melhores, mesmo existindo alternativas mais adequadas. Os resultados reforçam, portanto, a necessidade de continuar promovendo a formação dos alunos em BIO no contexto escolar.
Discussões e debates
Resumo
As comunidades de investigação tão caras a Dewey (1916/1990) estão a viver um renascimento com o advento das ferramentas digitais. Graças a elas, os interlocutores podem interagir à distância, o que, no domínio da educação, os torna mais autónomos. Um campo científico inscreve-se nesse movimento: Computer Supported Collaborative Learning (CSCL). Ele define os princípios inerentes à colaboração online, da qual se espera que os estudantes obtenham ganhos em termos de reorganização do conhecimento ou descoberta de novas ideias. As suas escolhas tendem a se orientar para ferramentas ou dispositivos digitais propícios à formação de grupos restritos, capazes de promover discussões sustentadas sobre temas comuns. Trabalhos recentes são questionados nesse sentido. As metodologias adotadas pelos autores são de diferentes tipos: estudos qualitativos e/ou quantitativos, análises de redes sociais. Essas pesquisas às vezes relatam as limitações inerentes à autonomia que os atores têm para interagir online, daí a importância da orientação do professor para tentar superar isso.